sábado, 13 de junho de 2020

Me, myself and I.

African Women Writing Resistance: Anthologizing Africa's Women

Eu, eu mesma e eu, nunca fez tanto tanto sentido pra mim,
Logo eu que sempre precisei buscar alguém que preenche meu ser, sim.

Neste auto-amor eu me descobri como uma Deusa, Rainha,
Descobri que cada parte do meu corpo possui uma ginga.

Cada parte de mim é singular
e proporciona limpeza, e cura solar.

Cada traço é ancestral e especial,
Cada curva do meu corpo é simplesmente sensacional.

Descobri que ninguém além de mim pode amar tanto como Eu.
Descobri que sou incondicional neste amor próprio, algo que seja completamente Eu e Eu.

E a cada momento por pior que seja inferior ou superior,
É importante encontrar profundo seu interior.

Cada marca deixada para trás,
Que venha em forma de dádiva que renova completamente o InI.

Cada retrato deixado de lado
que traga o meu próprio afago.

Para que renasça sempre em fúrias,
De rios que correm com raiva, para que depois possam esfriar suas águas.

Ora águas calmas que trazem paz, alegria e harmonia,
Ora águas furiosas que trazem o extinto de uma alma gloriosa.

Aprendendo a andar na linha do meio,
Entre bem e o mal, como complementos.

Sempre equilibrando sentimentos,
Buscando em si mesmo o acalento.

O eu e eu que se faz necessário,
Tratamento de auto cuidado diário.

Se tocar, se amar, deixar fluir
E sempre sempre se cuidar.

Buscando o desapego do externo,
Progredindo com disciplina em sua áurea interna.

Fazendo de si próprio o templo sagrado,
Limpando sempre seu lar que seja do seu bom grado.

Crescendo naturalmente o ser supremo,
assim como nossas ancestrais nos ensinam e complementam.




quarta-feira, 29 de abril de 2020

O Encontro.

Numa noite de sexta-feira de Oxalá,
ela estava a caminhar de branco acolá.
Ela sentia uma atração,
que de primeiro momento não houvera retribuição.
E então, de uns dias até lá, ele a procurou,
elogiando-a como uma linda árvore Baobá.
Nada definido a se encontrar.
Mas naquela lua que minguava sob céu estrelado,
saberia que existiria algo grande a triunfar.

Saiu em direção a ele, na incerteza do que aconteceria,
Ela sabia, que pelos seu encontros de olhar o encantaria.

Foi a dirigir, ofegante, observando atentamente
o lugar do encontro ou algo semelhante.
Dirigia pelas Marginais,
pensando em como poderia captar todos os sinais,
Para que este encontro não fosse só mais um,
Mas que pela união de corpos, se torne um.
Único e significativo, e que não houvesse algum atrito...

Conforme chegava próximo, pelas mensagens que se atualizavam,
O coração palpitava, a alma ansiosa pelo novo gritava,
E o corpo esquentava como a brasa reaquecida e brava.

Ao encontro dele, atravessaram caminhos pelas rodas e afundar,
Sabendo, os dois, do que podiam se proporcionar,
Os olhares e conversas sempre sutis,
discretos e tímidos, causando o equilíbrio
para que tudo pudesse com calma de aprofundar.

Quando chegaram a casa dela, abriram uma cerveja, e sentaram no sofá.
Brindaram por poderem chegar lá,
E sentaram para conversar.
Conversas, diálogos, conhecimentos, destravaram a timidez,
A medida que o álcool tomava medida em seus corpos,
começou a falta de lucidez.

Num simples diálogo, ele pediu um beijo a ela.
Num suspiro, ela acenou timidamente sua cabeça com sutileza,
Fecharam os olhos e as bocas se encontraram como
o caçador pelo seu tesouro, envolve a sua preza.
Numa envolvente respiração, corpo aqueceu,
os corpos começaram a se tocar,
A mão no pescoço, uma outra na cintura dela,
Mais um suspiro, daqueles tipo de novela,

Sabendo que o clima ia esquentando, ela finaliza com selinhos,
E toma mais um copo de sua cerveja, suspirando.
A palavra suspiro se tornava comum pois era algo intenso
que havia sentido,
fazia tempo que não sentia aquilo,
E ela queria aproveitar aquele instante,
com ele e seus olhos caídos,
semelhante,
Era sentido que era recíproco,
eles queriam eternizar aquele instante,
com outros beijos, seguiram adiante e foram até o quarto, onde
com música leve, começou o despir preto.
Corpos quentes, mãos deslizando, e o cheiro brotando,
De um clima muito quente.

O corpo dele quente, conduzia com suas mãos
por onde queria trazer uma imensidão,
Beijava, saudando os seios dela, causando intriga,
nos olhos dela.
Com rapidez desceu até seu sagrado templo,
abriu como se fosse o próprio templo,
trouxe com sua boca,
O gosto como de um sagrado alimento,
Provocou a fúria de uma leoa que rugia,
Na certeza de saber quem é.
De buscar primeiro o prazer como ele é,
Trouxe explosão do instante,
Já pegando a camisinha, para se vestir
E seguir adiante,

Penetrou profundo, olhando nos seus olhos,
puderam sentir o mundo,
Parado e embriagado de prazer, no ritmo do vai e vem,
a fortemente florescer.

Neste ritmo intenso, fizeram acontecer,
o que já era previsto de viver.
Se envolveram de uma forma natural,
Causando ápice de prazer manual.
O toque dos seus corpos causaram em si próprios
a imaginação fora do óscio.
Num inesquecível alto grau de intimidade,
Em pouco tempo tamanha sensualidade,
De luares desejáveis dos seus corpos intragáveis.

terça-feira, 28 de abril de 2020

O Toque.

O corpo  do toque que dá prazer e recolhe
a si.
Com óleo de côco decidi me reconhecer.
Fechar os olhos com a água morna e poder me proporcionar prazer.
Massagear cada detalhe meu identificando-o como anoitecer.
De uma noite misteriosa que floresce conforme se conhecer.
A cada entrega do meu corpo, eu abro portais de fogo.
A cada suave toque em cada região, a respiração oscila de forma a crescer.
A face, de onde saem os olhares, que a cada respiração
se funde com os dedos, causando vermelhidão,
descendo para  o pescoço enche o pulmão,
quanto conhecimento, cuidado com a erupção!
Seios, fartos, porém delicados,
Bicos finos porém adoçicados, como ouro de Oxum
que trás em suas águas farturas sagradas, aperto-os e solto gemidos de graça,
Cintura grande, cheia de marcas, que se hoje se consagram em belezas bravas,
Desço pelo bumbum, aperto-o com indelicadeza, sentindo doce tesão a cada sutileza.
Volto-me para o auto-conhecimento, abrindo todos os portais e alinhando-os em auto-amor,
A erupção é sempre ao meu favor.
Com instinto, respiro sempre ao infinito,
nesta explosão de prazer e em respirar, trago comigo todos os poderes de África,
Devolvendo a minha auto-estima, devolvendo a minha sagrada harmonia.
Proporcionando a eu mesma esse auto-amor, que desperta o conhecer,
Que desperta o florescer, de fechar os olhos e poder se proporcionar o auto prazer.

sábado, 18 de abril de 2020

Auto Afeto.

Chega de pensar negativo, chega de seguir somente teu instinto,
É momento de saber consagrar a suas matriarcas,
Recolher e acolher toda auto-estima que fora te ofertada.
Momento de se observar, se amar, se cuidar.
Se encontrar, se entender e se observar.

Sabemos quanto tempo isso levou.
Sabemos o tanto que o opressor nos derrubou,
mas com o nosso florescimento interno,
nosso eu se levantou e Supremo se tornou.

Revelando cada ensino de dentro para fora,
Reformando cada partícula do nosso feminino.
Sempre seguindo as nossas guerreiras brasileiras,
grandes domínios.

De se conhecer internamente,
curar através de ensinos ancestrais, nossas dores que ainda se fazem quentes.

Através do ar, respirar e meditar.
Através da terra, se reconhecer e se firmar.
Do fogo, vem o instinto sexual, poder este, que é extremamente triunfal.
Das águas, vem a cura, vem o abraço de África,
Concluindo as quatro modalidades, nos tornamos cada vez mais Dádivas.

Abençoadas então, por nossas Deusas,
Enfeitamos nossos corpos com a Realeza,
Adornos de reconhecimento interno,
Que abrangem nosso externo, fazendo com que ele se torno nosso Templo Supremo.

De poder real, dos quatros elementos,
Torno-me Rainha Imortal do meu próprio Conhecimento.

Consagro os adinkras em meu corpo,
Sendo sempre guiada pela lei do retorno.
Não crio mais medo, eu crio o acalento.
De rugir com a minha própria lei,
Baseada nos ensinos reais de Haile Selassie.
Ocupando sempre ao lado de sua Rainha,
Nos provando que a união de corpos é a real Maestria.

De sempre se valorizar e olhar,
Se reconhecer como grande parte de África.
Quebrar correntes do passado e caminhar junto ao lar,
O lar do seu corpo-templo, enfim se priorizar... 

terça-feira, 14 de abril de 2020

Bons ventos...

Hoje tá sendo um dia diferente de todos, tá ventando bastante...
E eu fechei meus olhos pra sentir esse vento,
Ele veio com vozes, com músicas suaves, leves e calmas, ora medos, gritos, mas já não consigo ouvi-los com tanta intensidade,
Acho que aquele turbilhão passou né, estou começando a dar tchau a ansiedade!?
Aquele confronto todo de medo, de solidão, de estar só, e conseguir se conectar.
Quanta coisa ruim temos, tanta escuridão, tanta ilusão, tanto medo, tanta, mas tanta confusão!

Essa presença de ouvir tua própria respiração, buscar se acalmar, é cheia de intenção.
As vezes dá um medo, se escutar, se fuçar bem lá dentro,
Lá...
Lá mesmo onde faltava entender o que precisa ser preenchido, se entender que agora, só tu é o teu próprio abrigo!
E lá, não tem ninguém pra te julgar, tem alguém, que no caso, é tu mesmo, pra te confrontar, mas pensa pelo lado positivo, isso tudo de escuro, que tá enxergando é pra te ajudar, a se encontrar cada vez mais, se curar, de coisas que no dia-a-dia, sem quarentena, a gente não consegue, visualizar, enxergar, se curar.
Eu friso muito a cura, porque é necessário para que se atinga uma altura de conhecimento, de poder, de afirmação e declaração, da que hoje eu falo em minhas poesias "Sou linda, sou preta, sou África!", cheia de emoção!
Não digo isso, porque vivo todo o dia essa declaração não, é um exercício diário, de quebra de padrões, conceitos, e estudos que eu mesmo fazia e aprendia, e vivia, mas que hoje se caíram pela nova pessoa que me torno a cada estadia comigo mesmo!
E te digo, não vem fácil, não é nada fácil, é de chorar, é de sempre se quebrar muito, mas vale a pena cada milésimo de segundo...
...por hoje,
eu reconheço esse vento no meu rosto com muita gratidão.
Hoje eu sinto esse vento ancestral cheio de paz, de amor, de calmaria.
Depois de uma madrugada, de estar só, vem a soberania de solitude.
De encontrar em tua presença uma plenitude, de sentir cada vez mais forte a minha pretitude.
E não de uma forma tão estudada, mas de uma forma vivida, falada para depois por em prática.
Porque eu sempre, como uma virginiana intensa, busco sentir antes de poder falar.
E hoje esse vento de Iansã que veio me tocar, veio dizer pra você se deixar florescer!
Parando de dizer o quanto é difícil estar confinado, isolado, o quanto está entediado!
Realmente, eu sei o quanto é difícil estar só, sem aquele calor de afeto, dengo ou xodó.
Mas não pra ficar tentando achar fora o que não te preenche dentro, sabe, aquele acalento...
Então, que esse vento de hoje, trás um pouco de preenchimento interno, teu próprio acalento, de se tocar, se amar, se suprir por só, se encontrar ...
E saber que realmente tu tem tudo o que precisa dentro de ti, que tem inteligência, que tem harmonia, que tem toda a perfeição de nossos ancestrais, Deuses e Deusas, a verdadeira harmonia, e eles todos conseguem te suprir com tudo tudo que precisa, te curar, para que não se sinta mais só, e sim completo por si só a ponto de amar a tu próprio e no momento certo sair para as ruas para amar todos que puder e celebrar...
Ser peito aberto, ser amigo e seu abrigo, essa luz que é tão bonita de se ver, que você e outros estarão dispostos a navegar, até encontrar você, consigo, comigo...

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Fiquei Só.


E chega o esperado momento de estar e ficar só de fato.
E sim não foi e não é nada legal.
Confrontar seu próprio ego, se desesperar e aprender dolorosamente a se curar.
Enfrentar sua escuridão, sentir medo e sentir até mesmo desespero.
Sim, isso tem sido bem comum nesses dias, chega até ser ironia!
Mas não é não, diga-se de passagem é um baita medo de solidão!
Daí tu acha que pode ir até o alguém pra se saciar na carne, mas depois volta aquele vazio, e de volta a sua raiz em reunião.
Meus irmãos, esse sentimento de desconstrução de solidão, não é fácil não!
Se entender como quando se está só, é buscar da escuridão no que há de melhor.
É aprofundar seus dons interiores, fazer as coisas que mais gosta ou até mesmo buscar conhecer.
Se não conhece teu corpo, vai enriquecê-lo, saber que cada parte dele possui um determinado "defeito".
O defeito vem entre aspas porque dele a gente vai buscar curar pra desfazer esse efeito, que tu acha que é negativo, mas na verdade é perfeito, redescobrir, o que tem de errado nele e refazer pra ficar perfeito, daí só se consegue apreciar, moldar e mudar, para que esse pequeno defeito te ensine que tudo que tem dentro de você é verdadeiro, ancestral e espiritual!
Se voltar a si mesmo, se reparar a cada instante que o que tem em si próprio é bem semelhante ao que você não quer enfrentar porque tem medo de só ficar.
E conforme tu mais só ficar, depois da escuridão acabar, mais prazeroso ainda será.
Pois faça um banho de ervas para primeiramente acalmar, use ervas relaxantes, como camomila, lavanda, erva-doce. Dentro desse banho, peça a teu ancestral para esse medo afastar, pra acalmar seu próprio altar, chamado de templo-corpo, se aprofundar!
Faça seu chá, suco favorito, cozinhe para você mesmo, seja teu incentivo.
Sim, tô utilizando sempre das mesmas palavras para que você se olhe mais, se conheça mais e permaneça consigo mesmo ainda mais!
Porque eu sei o quanto é difícil se reconhecer, se entender, se observar e aprender!
Pois para eu foi complicado, é um exercício eterno e diário!
Este conhecimento do corpo merece todo e um delicado apoio, pois temos marcas fortíssimas que nossa infância e adolescência nos deram, marcas de desprezo conosco mesmo.
Mas hoje estamos aqui, para identificá-las, moldá-las para futuramente mudá-las!
Crescer com as marcas, ficar cada vez mais forte e amadurecer,
Para quando a solidão chegar a entrar, jogar ela fora, para em solitude transformar!
Solitude é o prazer de estar consigo mesmo, se auto contemplar, rir, sorrir, dançar, deixar o corpo levar, para que seja feliz crescer a auto-estima, e o auto-conhecimento, deixar os rios da vida, fluírem!
Para que a cada vez se cresça, e esses rios se encham de harmonia, a fim de que possam ser transmitidas de dentro para fora, cheio de glórias, para que se fique feliz e só...



sábado, 4 de abril de 2020

Finalmente o desabafo.

A madrugada foi envolvente de forma a tirar-me o sono.
Já sofri muita insônia nessa vida, mas essa tá sendo diferente, e dessa vez não venho como poesia, venho em uma ousadia de simplesmente escrever.
Eu não sei vocês, mas eu sinto uma plataforma de ar condensada, forte e isolada conosco.
04 de abril de 2020, era umas 2 da manhã, quando um turbilhão de sentimentos afloraram.
Óbvio que solidão, medo, sempre são os primeiros, seguido de desconfiança, com um ar de não esperança, de algo que você confia e é exposto, junto com uma enorme vontade de desapegar mais ainda de coisas que você sabe que não estão te fazendo bem, mas continuam fazendo, porque a minha bondade excede limites.
Me sinto um livro tão aberto, que qualquer um pode chegar folhear e jogar fora, como tem acontecido.
Me sinto tão vulnerável, que qualquer um pode chegar, amordaçar, como já vivi há muitos anos amordaçada e privada de usar da fala como forma de expressão, se apropriando dessa fala, e usando dela de forma inapropriada, sem sentido e desnorteada.
Me sinto tão sensível a ponto de qualquer um que aparecer na minha frente eu sentir a energia boa/ruim na minha frente e isso me afetar amargamente como se tivesse provando do meu próprio veneno.
Me sinto, sempre sentimento acima de tudo, porque sou sentimental, sou cheia de sangue fervendo como um rio que corre dentro de mim, intensamente preenchendo meu ser de muito amor e bondade.
Aquela bondade sem tamanho que sempre tá pronta pra servir, mas nunca para ser ouvida, ou dizer um simples não.
A gente sempre tem medo do novo, porque parece ameaçador, grande, monstruoso e nada afetuoso, e prefere voltar pra zona de conforto, achando que sempre vai ficar tudo bem, voltando pra essa zona.
Mas simplesmente não.
Estamos todos fora dessa zona de conforto, agora, e essa reunião de sentimentos mundiais, tá afetando o mundo, e chegou aqui, nesse lar onde zelava harmonia, amor, cuidado e Deus.
E essa fé com medo de pedir a Deus que aconteça o que acontecer, esteja comigo, e uma insegurança do mundo acabar e eu não ter vivido o que sempre sonhei em viver.
Sonhos que se tornam tão distantes, como a fala de reviver mais um amor refrescante, daquele que vivi não faz muito tempo, até chegar o não.
Desse não, veio todo o passado, cheio de dor, afago, maus tratos, porque me lembrei da solidão, exclusão, humilhação, que era e ainda ser preta nesse mundão!
Que o que faz lembrar de exclusão, lembro-me da rejeição, do ventre que nunca nem conheci, nem sei de onde é, o que faz, mas que ainda sofri e sofro por essa distância com um ponto de interrogação do tamanho de uma lança que sempre volta pro meu coração.
Quanta coisa né, Caroline!
Acho uma baita exposição vir dar o carão, como tenho feito na internet, esperando que sempre essas e outras milhares de exposições ajudem pessoas sentimentais como eu, a se curarem por mais doloroso que sejam se olharem no espelho e se amarem, porque é tão revoltante ser até imatura em algumas posturas porque sinto olhares, dessa exposição que se julga desnecessária.
Mas cada um tem sua forma de exprimir o que sente, para que se oriente a fim de que esses sentimentos se confundam entre linhas, rimas, palavras iguais, até subir pros ares, e causar uma baita respiração calma, sem essa crise de ansiedade, que há dias tem assolado minha alma, sem necessidade.
Esse texto não foi feito pra entender não, é só um desabafo de quem tá vinte e quatro horas ligada, no meio de um isolamento social, diante de uma pandemia, mas que ainda tem fé em seu anjo da guarda, pois acendeu uma vela, que já se apagará para que tudo se dilua nos ares assim como Oxum é Mãe das Águas e levam pelos rios profundos, toda essa agitação e excessiva necessidade de chamar atenção, de quem só queria fazer uma poesia aqui nessa plataforma digital e levar seu trabalho autoral, de uma mulher que vem se conhecendo, se curando, caindo e tropeçando para sempre ser melhor no que faz, crescer, amadurecer e ser feliz, com seus sonhos de volta a si mesma e ir fluir pelos rios em solitude e paz.

Holding on to Jah

Esconderijo - Ana Cañas