sexta-feira, 30 de abril de 2010

Silêncio.


"Nesta sexta-feira um pouco friorenta,

Pude me deparar com sentimentos que vem e vão,
Como a neblina da manhã vai,
Aquele sentimento também se vai,
Mas como a lua que vem,
O sentimento também vem,


Vem brotando como a lua vai adentrando ao sol,
E se torna tão forte quanto seus raios nos iluminam no escuro,
Mas o medo se torna tão competente
Que sou forçada retornar pra trás novamente,
E esse pra trás não é do cativo,
É antigo,
E tão insensato,
Quanto o ato se torna desato...

E o pensamento vem contornando,
Que não saí da minha mente,
Ouvindo o som do silêncio
Eu vou buscando entender o por quê de tudo isto,
Mas sem encontrar a resposta,
Me deleito em sentir dor,
No quarto da solidão que me amedronta,
Acendo a luz: e nada consta !

Corto alho, descasco cebola
E o sentimento ali se assola,
Faço um silêncio,
E a quietude vai se silenciando,
Nesta sexta-feira frienta,
Me deparando com sentimentos que vêm e vão..."

À você que sabe quem é e quem não é, à você meu leitor
Que se diz se conhecer mas na realidade só está nessa busca,
Sem entender o por que das coisas, está se relutando em entender o por quê desse poema,
Pois bem, entenda como quiser,
Sinta o que não quer,

Tenha um bom sábado reflexivo.


Damos graças sempre ao Senhor Criador dos Céus, do Sol das Estrelas e da Lua.

Holding on to Jah

Esconderijo - Ana Cañas