segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Joguei fora.

Veio um vendaval chamado ano da tal justiça,

Entreguei tudo aquilo que não queria que a mim, pertencia,
Joguei fora todo o suor mal dado,
Joguei fora do amor que não fora pertencido,
Joguei fora a solidão, 
Substitui por imensidão,
Joguei fora energias negativas,
Substitui por cura da áurea,chamada reflexiva,
Joguei fora falsas amizades, interesses, maldade,
Foquei em mim, aprendi a ser egoísta, sem maldade,
Joguei fora tudo que não me fez bem,
Coube a mi. Escolher entre o que ficou, ficar e ficará,
E o que lá fora hei de jogar.
Continuei minha missão, e continuo,
No silêncio, na solidão,
Como quiser nomear,
Eu sei o nome, imensidão eu vou chamar,
Porque é sem limite de amor, sem limite de cura,
Sem limite de jogar fora tudo aquilo que me deixa crua,
Sem limite para aconchego,
Sem limite para o sossego,
Gratidão por todo o olho aberto e coração agora, atento!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Dividir.

Divido aqui todos os meu objetivos

Metas para os próximos dias, refletidos:

Número um é sempre agradecer, pelo dom sagrado da vida 
que faz em mim diariamente, florescer

Número dois é revitalizar, 
Usar a energia sagrada do sol para me curar,
Tirar meia hora para em seus braços repousar;

Já o número três é me perceber,
Olhar no espelho, me reconhecer,
Me valorizar, trazer para dentro o auto conhecimento
Me projetar, olhar fundo dentro dos meus olhos, consagrar,

De número quarro, não posso continuar esquecendo do meu retrato de afago,
Entender quais são meus altos e baixos, e o resguardo,
Olhar sempre para eu, auto-cuidado,

Número cinco cuidar do meu corpo,
Voltar a usar as ervas como sagrado dom de conhecimento,
Retornar ao passado como forma de aleitamento,
Banhos, chás, alimentação viva em forma de se fazer cítrica e transmutada.

Número seis ainda cuidando do corpo,
Praticando o que gosto, mergulhando, correndo, 
Exercitando o corpo, para não deixar a mente adoecer,
Exercer sempre olhando para dentro, para mais uma vez, 
Cuidar do coração e florescer,

Número sete é ter fé,
Continuar meus estudos apontados para os céus, e 
buscando a ancestralidade interior
Sagrado é divino dom que é um primor,
Místico em movimento, não necessita de fala,
... só se observar e continuar na caminhada.

De número oito ler, reler,
Jamais deixar de aprender,
Cada livro lido é vencer, 
Cada vez que pensar em falar,
É fechar os olhos e se encontrar,
Nas palavras, encorajar.

Número nove, é uma gota menos de Oshun,
É ser um pouco mais egoísta,
Pensar mais em si, e se conhecer,
Escurecer como forma de aprender,
Toda vez que buscar querer ajudar o próximo,
É entender se isso não vai te prejudicar ou atrapalhar.

Dentre todas essas metas,
O importante é saber que dentro de você,
Existe uma luz gloriosa, e força misteriosa 
Que muito pode te fazer crescer,
São só pequenas para grandes metas de um estado 
interior de necessidade de auto-cura,
Cansaço, e amargura,
De começar a viver só dentro da selva de pedra fria e crua.

Holding on to Jah

Esconderijo - Ana Cañas