domingo, 20 de janeiro de 2013

Já não se fazem mais ser humanos como antes...


Hoje fomos procriados com uma posse de egoísmo no coração,
Aprendendo a seguir em solidão,
Desapego é mais forte que o amor,
Porque o amor verdadeiro não existe dor,
Existe ação e reação,
E não só ação, ação, ação,

Hoje em dia só olhamos pra nós mesmos,
Presos em tanto egoísmo,
Machismo, feminismo, sempre lutando pelos nossos -ismos,

Mas pra quê tanto olhar, tanto julgar tanto falar,
Somente pensando em nós mesmos,
Se tem alguém do seu lado que só quer te amar,

Valorize aquele que está ao seu lado,
Valorize a cada centavo,
Valore o amor verdadeiro,
Valorize o toque, o anseio,



Observe que o está no seu jardim, dentro do seu lar
Faz muito mais do que falar,

Está com você em meio a tribulações,
Está com você nas tristes solidões,
Que te ajuda nas horas bagunçadas,
Que chora com você tristes lágrimas,

Aquele que só quer teu amor, e não sabe como falar,
Olhe para o lado e exercite teu dom de escutar,

Saia fora do teu egoísmo,
Saia fora do teu -ismo, 
Não fique olhando só para teu umbigo,
Seja um ombro amigo,
Assim nos ensina o verdadeiro Cristo,
Vivo, vivo, vivo, vivo...


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Serenos poemas.

Tranquilizantes, amorosos e com desejo, envio poemas de 
Carlos Drummond de Andrade para meus irmãos.


  Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra, Itabira. Seus antepassados, tanto do lado materno como paterno, pertencem a famílias de há muito tempo estabelecidas no Brasil . Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte, no Colégio Arnaldo, e em Nova Friburgo com os Jesuítas no Colégio Anchieta. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil.
No mesmo ano em que publica a primeira obra poética, "Alguma poesia" (1930), o seu poema Sentimental é declamado na conferência "Poesia Moderníssima do Brasil", feita no curso de férias da Faculdade de Letras de Coimbra, pelo professor da Cadeira de Estudos Brasileiros, Dr. Manoel de Souza Pinto, no contexto da política de difusão da literatura brasileira nas Universidades Portuguesas. Durante a maior parte da vida, Drummond foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguindo até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua filha. Além de poesia, produziu livros infantiscontos e crônicas.



Emano que se sintam tranquilizados como eu me sinto ao ler
poemas que queremos para nossas vidas.

***



"DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."


***


"A UM AUSENTE
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste"

***



"Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão."

***


"Quero 
Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amo amo amo amo amo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor."



Um perfeito e bendito amor para um e para todos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Informando meu povo.




Assim como os ensinamentos de Haile Selassie
vieram inundar o povo de sabedoria, 
Vamos nos encher deste dom de Deus, 
conhecendo mais sobre nossa raiz.

Aí vai um pouquinho sobre Axum:

Aksum ou Axum é uma cidade do norte da Etiópia, localizada na Região Tigré. A localidade é de grande importância histórica por ter sido capital do antigo Império de Aksum. As ruínas da antiga cidade foram inscritas pela UNESCO, em 1980 na lista do Património Mundial.


A cidade de Axum foi aparentemente fundada por volta de 100 dC, mas a região circundante é habitada há milênios.  A terra de Punt, mencionada pelos antigos egípcios como fonte de mirra, localizava-se possivelmente na zona de Axum.  Por volta de 500 aC surgiu na área uma cultura pré-Axumita, chamada Da'amat, com ligações culturais com o sul da vizinha Península Arábica. De fato, desde o segundo milênio aC até o século IV dC, a região de Axum foi colonizada por imigrantes sabeus vindos da Península arábica. A influência da cultura dos sabeus é vista na arquitetura e na língua do Império, o ge'ez.

Parque das Estelas, em Axum.
A partir deste contexto, Axum foi sede de um dos estados mais poderosos da região entre oImpério Romano do Oriente e a Pérsia, cujo poder estendeu-se do século I ao XIII dC. O auge da cidade e do Império de Axum ocorreu no século IV dC, quando o território controlado abrangia a atual Etiópia, o sul do Egipto e parte da Arábia, no sul do atual Iêmem.  O comércio marítimo, com rotas que chegavam até o Ceilão, era realizado através do porto de Adulis (na atualEritreia). Segundo o autor grego anônimo do Périplo pelo Mar da Eritreia, datado do século I dC, Adulis exportava escravosmarfim e cornos de rinoceronte. Relações comerciais foram mantidas com o Egipto (então uma província romana) desde o século I e com a Índia a partir do século III; o comércio continuou com o Egipto, Síria e o Império Bizantino até o século VII.  A área da cidade chegou a cobrir 250 acres e estima-se que a população alcançou 20.000 pessoas no seu auge.  A desaparição do Império de Meroe, por volta de 320, pode estar relacionado ao crescimento de Axum, que com isso pôde redirecionar o comércio de marfim do rio Nilo ao porto de Adulis. Sinal da importância econômica da cidade foi a cunhagem de moedas, que começou no século III e continuou até o século VII.
Durante os primeiros séculos do primeiro milênio dC foram levantados, no cam po de Mai Hedja, grandes estelas de pedra que recordavam grandes reis. Essa prática, que durou até cerca de 330 dC, terminou na época do rei Ezana, que converteu-se ao Cristianismo. Em total há 126 obeliscos em Axum, incluído o de maior tamanho conhecido, quase todos atualmente caídos e partidos em pedaços.
O Cristianismo foi adotado como religião estatal em 330, o que criou laços religiosos com o Egito (então cristão) e Bizâncio. Segundo a história, o rei Ezana foi convertido por Frumêncio, um monge sírio que foi mais tarde feito bispo pela Igreja Copta egípcia.  A partir dessa época, os reis cristãos de Axum construíram palácios e igrejas, entre estas a primeira Igreja de Santa Maria, levantada em finais do século IV, segundo uma lenda, na área de um lago que secou milagrosamente. Achados arqueológicos e antigos textos mostram que a cidade contou com palácios e casas nobres de pedra com vários andares, mas a maioria das moradas em Axum eram de barro e cobertas de palha.
Segundo a tradição religiosa da Igreja Ortodoxa Etíope, recolhida na obra Kebra Nagast (século XIII), foi de Axum que partiu Makeda, a rainha de Sabá, para visitar o rei Salomão em Jerusalém. Ainda segundo a tradição, da união entre ambos nasceu Menelik, que após visitar o pai trouxe à Etiópia a Arca da Aliança, que até hoje estaria numa capela do complexo da Igreja de Santa Maria de Sião.

A partir do século VII se inicia a decadência de Axum, primeiro devido à instabilidade comercial causada pelas disputas entre bizantinos e os persas do Império Sassânida e, após 632, pela expansão dos domínios dos árabes muçulmanos. Apesar de que as relações com os muçulmanos foram inicialmente amistosas, a partir do século VII a ascensão da dinastia omíada causou seu declínio final. Os árabes dominaram o comércio do Mar Vermelho, conquistando Adulis e cortando as rotas comerciais do Império de Axum.  A produção agrícola caiu, provavelmente por problemas ambientais e de excessiva exploração da área circundante da cidade, que nos finais do século VIII foi reduzida a um vilarejo. As elites abandonaram a cidade, assim como os reis, que transferiram a capital ao sul. Apesar de haver mantido sua importância simbólica, especialmente religiosa, os líderes da igreja etíope deixaram a cidade na metade do século X.

Após um longo período de obscuridade, Axum começa a reviver a partir do século XV. A Igreja de Santa Maria de Sião foi reconstruída em 1404, e novos bairros de moradia foram criados no século XVI. Porém, em 1535, a cidade foi invadida e destruída pelo chefe militar somali Ahmad ibn Ibrihim al-Ghazi. Nos séculos seguintes, Axum foi vítima de pragas de gafanhotoscólera e fome que dizimaram a população.  A importância simbólica para a religião e realeza etíope, porém, nunca foi esquecida.

No século XX, quando a Etiópia foi invadida pelos fascistas italianos, a região de Axum foi atacada com armas químicas, e boa parte da elite intelectual da cidade foi assassinada pelos invasores. Os italianos permaneceram entre 1935 e 1941, estabelecendo algumas melhorias na infraestrutura e introduzindo os valores da cultura fascista italiana da época na cidade.  O império etíope foi reestabelecido mais tarde e durou até 1974, quando o imperador Haile Selassie foi assassinado numa revolução comunista. Axum, muito ligada ao poder imperial, teve sua rica história e tradição reprimida pelos novos governantes.
A partir de 1991, quando o ditador Mengistu Haile Mariam foi expulso do país, Axum passou a ser revalorizada como centro cultural e religioso, com a promoção tanto das tradições locais como do turismo.
Em 1937, um obelisco com 24 m de altura e 1700 anos de idade foi cortado em três partes por soldados italianos e enviado de Aksum para Roma. Este obelisco é considerado um dos mais refinados exemplos da engenharia do império axumita e, apesar de um acordo mediado pela ONU, em 1947, de que o obelisco seria devolvido, o governo italiano não o cumpriu, resultando numa longa disputa diplomática com o governo etíope, que vê no monumento um símbolo de identidade nacional. Finalmente, em Abril de 2005, a Itália começou por devolver o obelisco em pedaços. Voltou à sua forma e lugar original, sendo re-inaugurado em 4 de Setembro de 2008.

Pix.gifAksum
Welterbe.svg
Património Mundial — UNESCO
Stela aksum.jpg
Obelisco do Rei Ezanas em Aksum
Informações
Inscrição:1980
Localização:14º 07' 49" N 38º 43' 07" E
Critérios:C (i) (iv)
Descrição UNESCO:fr en
A cidade se localiza na zona de Mehakelegnaw da região Tigré. É o centro administrativo do woreda (distrito) de La'ilay Maychew. Axum está situada a cerca de 2100 msnm, no alto do Planalto de Tigré.

Em 2007, o censo nacional da Agência Central de Estatísticas determinou a população de Axum em 44629 pessoas, das quais 20729 homens e 23900 mulheres. Em 1994, o censo nacional informava uma população de 27148 (12536 homens e 14612 mulheres).

No censo de 2007, a maioria da população era praticante da Igreja Ortodoxa Etíope (88,9%), enquanto que 10.9% eram muçulmanos.[7]
Aksum é considerada a cidade mais sagrada da Igreja Ortodoxa Etíope e é um importante destino de peregrinações. Alguns festivais religiosos dignos de mencionar são o Festival T'imk'et (equivalente à Epifania nas igrejas cristãs ocidentais), a 7 de Janeiro e o Festival de Maryam Zion nos finais de Novembro.





Império de Axum ou Aksum (também chamado de Reino de Axum/Aksum) foi um reino africano que se tornou conhecido pelos povos da região, incluindo o Mediterrâneo, por volta do século I. Tinha a sua capital na cidade de Axum, na atual Etiópia, embora as cidades mais prósperas fossem os portos do Mar Vermelho de Adulis e Matara, na actual Eritreia. Tal como, mais tarde, os reis da Etiópia acreditavam ser descendentes do rei Salomão e da Rainha de Sabá, os monarcas axumitas tinham a mesma crença.

[editar]A cidade de Axum foi aparentemente fundada por volta de 100 dC, mas a região circundante é habitada há milênios. A terra de Punt, mencionada pelos antigos egípcios como fonte de mirra, localizava-se possivelmente na zona de Axum. Por volta de 500 aC surgiu na área uma cultura pré-Axumita, chamada Da'amat, com ligações culturais com o sul da vizinha Península Arábica. De fato, desde o segundo milênio aC até o século IV dC, a região de Axum foi colonizada por imigrantes sabeus vindos da Península arábica. A influência da cultura dos sabeus é vista na arquitetura e na língua do Império, o ge'ez.


Parque das Estelas, em Axum.
A partir deste contexto, Axum foi sede de um dos estados mais poderosos da região entre o Império Romano do Oriente e a Pérsia, cujo poder estendeu-se do século I ao XIII dC. O auge da cidade e do Império de Axum ocorreu no século IV dC, quando o território controlado abrangia a atual Etiópia, o sul do Egipto e parte da Arábia, no sul do atual Iêmem. O comércio marítimo, com rotas que chegavam até o Ceilão, era realizado através do porto de Adulis (na atual Eritreia). Segundo o autor grego anônimo do Périplo pelo Mar da Eritreia, datado do século I dC, Adulis exportava escravosmarfim e cornos de rinoceronte. Relações comerciais foram mantidas com o Egipto (então umaprovíncia romana) desde o século I e com a Índia a partir do século III; o comércio continuou com o Egipto, Síria e o Império Bizantino até o século VII. A área da cidade chegou a cobrir 250 acres e estima-se que a população alcançou 20.000 pessoas no seu auge. A desaparição do Império de Meroe, por volta de 320, pode estar relacionado ao crescimento de Axum, que com isso pôde redirecionar o comércio de marfim do rio Nilo ao porto de Adulis. Sinal da importância econômica da cidade foi a cunhagem de moedas, que começou no século III e continuou até o século VII.
Durante os primeiros séculos do primeiro milênio dC foram levantados, no campo de Mai Hedja, grandes estelas de pedra que recordavam grandes reis. Essa prática, que durou até cerca de 330 dC, terminou na época do rei Ezana, que converteu-se ao Cristianismo. Em total há 126 obeliscos em Axum, incluído o de maior tamanho conhecido, quase todos atualmente caídos e partidos em pedaços.

Segundo a história contada por Teodoreto, que se refere aos eventos como passando na Índia, um homem de Tiro, interessado em comerciar com a Índia, partiu em viagem com seus dois sobrinhos; o barco, porém, foi atacado por bárbaros, que mataram quase todos a bordo. Seus sobrinhos, Edésio (Ædesius) e Frumêncio (Frumentius), foram levados como escravos ao rei do país, que, percebendo sua inteligência, os promoveu a superintendentes do reino. Eles eram cristãos, e continuaram servindo ao reino após a morte do rei e a ascensão ao trono do seu filho. Após algum tempo, eles pediram para voltar para seu país, e voltaram a território romano. Edésio foi para Tiro, mas Frumêncio para Alexandria, onde informou que os indianos estavam ansiosos para ganhar a luz espiritual. Atanásio, o bispo, disse que não havia ninguém melhor que o próprio Frumêncio para a missão, nomeou-o bispo, e enviou-o de volta.
Com base na história de Teodoreto e outras evidências, considera-se que o Cristianismo foi adotado como religião estatal de Axum em 330, o que criou laços religiosos com o Egito (então cristão) e Bizâncio. O rei Ezana foi convertido ao Cristianismo por Frumêncio, um monge sírio que foi mais tarde feito bispo pela Igreja Copta egípcia. A partir dessa época, os reis cristãos de Axum construíram palácios e igrejas, entre estas a primeira Igreja de Santa Maria, levantada em finais do século IV, segundo uma lenda, na área de um lago que secou milagrosamente. Achados arqueológicos e antigos textos mostram que a cidade contou com palácios e casas nobres de pedra com vários andares, mas a maioria das moradas em Axum eram de barro e cobertas de palha.
Segundo a tradição religiosa da Igreja Ortodoxa Etíope, recolhida na obra Kebra Nagast (século XIII), foi de Axum que partiu Makeda, a rainha de Sabá, para visitar o rei Salomão em Jerusalém.[6] Ainda segundo a tradição, da união entre ambos nasceu Menelik, que após visitar o pai trouxe à Etiópia a Arca da Aliança, que até hoje estaria numa capela do complexo da Igreja de Santa Maria de Sião.

A partir do século VII se inicia a decadência de Axum, primeiro devido à instabilidade comercial causada pelas disputas entre bizantinos e os persas do Império Sassânida e, após 632, pela expansão dos domínios dos árabes muçulmanos.  Apesar de que as relações com os muçulmanos foram inicialmente amistosas, a partir do século VII a ascensão da dinastia omíada causou seu declínio final. Os árabes dominaram o comércio do Mar Vermelho, conquistando Adulis e cortando as rotas comerciais do Império de Axum.  A produção agrícola caiu, provavelmente por problemas ambientais e de excessiva exploração da área circundante da cidade, que nos finais do século VIII foi reduzida a um vilarejo.  As elites abandonaram a cidade, assim como os reis, que transferiram a capital ao sul. Apesar haver mantido sua importância simbólica, especialmente religiosa, os líderes da igreja etíope deixaram a cidade na metade do século X.
Após um longo período de obscuridade, Axum começa a reviver a partir do século XV. A Igreja de Santa Maria de Sião foi reconstruída em 1404, e novos bairros de moradia foram criados no século XVI.  Porém, em 1535, a cidade foi invadida e destruída pelo chefe militar somali Ahmad ibn Ibrihim al-Ghazi. Nos séculos seguintes, Axum foi vítima de pragas de gafanhotoscólera e fome que dizimaram a população.  A importância simbólica para a religião e realeza etíope, porém, nunca foi esquecida.



Igreja de Santa Maria de Sião (amárico: ርዕሰ አድባራት ቅድስተ ቅዱሳን ድንግል ማሪያም ፅዮን Re-ese Adbarat Kidiste Kidusan Dingel Maryam Ts’iyon) localiza-se na cidade de Axum, na Região Tigré, no norte da Etiópia. É um lugar de grande importância para a Igreja Ortodoxa Etíope.
Destruída e reconstruída várias vezes, uma nova igreja foi levantada pelo Imperador Haile Selassie na década de 1950. Numa capela próxima é guardada, segundo a tradição, a Arca da Aliança, cuidada por um monge guardião que é a única pessoa com licença para ver a relíquia. De acordo com velhas histórias compiladas no livro sagrado Kebra Nagast, a Arca foi trazida de Jerusalém à Etiópia por Menelik, filho do rei Salomão e Makeda, rainha de Sabá.

  • Paul Raffaele. Keepers of the Lost Ark?. Smithsonian magazine, December 2007 [1] (em inglês)


Holding on to Jah

Esconderijo - Ana Cañas