domingo, 23 de junho de 2019

Imersa.




Eu sigo imersa em minhas próprias águas,
Desaguando e deixando fluir todas as mágoas,
Que me fizeram triste sem esperança,

Desfazendo nós desde criança,
Que o sistema implantou para causar solidão,
Para destruir toda a harmonia que havia em meu coração,

Solidão que trouxe aprendizado em estar só,
Que trouxe, o afeto, o auto-cuidado de cuidar de si próprio,
Causando amor, sintonia, ancestralidade livrando todo o ócio.

O medo tem sido meu maior aliado,
Evitando que haja esse auto-cuidado,
Devido a traumas, inseguranças, e sofrimentos no passado,

Recuperando, curando e excluindo todos esses sentidos,
Consigo abrir meus caminhos,
Para que haja o real equilíbrio, e o não conflito de se viver sozinho,

Lembrando sempre de cuidar de si mesmo, em momentos de desespero,
Mente vazia e não zelo, recorro a imersão do meu corpo nas águas para lembrar do apego,
Que sinto em meu coração e zelo,
De se recordar sempre do amor próprio e conceito de águas serem meu apego e real sentimento,
Agradeço a Mamãe por esse afeto!



Holding on to Jah

Esconderijo - Ana Cañas