terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Aquela tal de ancestralidade...



"Quando já sinto o que vivo,
Abro o terceiro ouvido,
Quando já sinto o que eu quero,
Abraço a terceira visão do provérbio,
Aquela visão que nos mostra quem realmente quem somos,
Aquela visão que nos mostra quem realmente buscamos,
O encontro com o preciso,
O encontro com o infinito,

A sétima escada eu subo,
Encontro abrigo no Eu profundo,
No mais alto dos céus estou subindo,
Cada vez mais desligando desse vazio mínimo,

Quando já não existe mais chão,

Eis que de manso chega em meio a escuridão,
Escuridão de pensamentos, escuridão de pecados,
Chega negra, chega aurora, chega o tempo,
Vem deslizando pelas nuvens escuras que se tornam brancas,
Aquela anciã que vem de encontro comigo,




Aquela me abraça e me trás o abrigo,
Que cura o que está vazio, cura o que está escuro,
Trazendo luz as trevas,
Falando baixinho, mansinho no ouvido,

Vem se assentar ao meu lado,
Vem me ungir com sua voz em veludada,
Vem cingir meu coração com um cântico novo,
Um canção que saí ao soar da minha boca,
Saí sem ao menos perceber, pois de olhos fechados não vejo mais o que está ao meu lado,

Essa voz me diz, cante, cante,
E eu canto e ela desliza aos pés do ouvido: cante,
E eu canto,
Cantando ondas magnetizam o meu espírito, vem acalentando, purificando,
Vem alertando meus sentidos,

Cantando posso sentir tudo, posso sentir nada,
Posso ser amada, posso ser respeitada,
Cantando posso ver Deus, cantando posso ser Deus,

Com essa visita me despeço ao abrir os olhos,
Com essa posso encher de lágrimas meus olhos,
Agora já sei quem eu sou,


Sou cantadora, sim Senhor!"




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